Antes de mais nada peço desculpa pela longa ausência aqui nos blog mas estou numa fase decisiva da minha vida (11º ano com exames nacionais daqui a 2 semanas) e prometo que em breve podem contar com novas análises nomeadamente FIFA STREET e Max Payne 3.
Como todos sabem esta semana tivemos (e temos, só acaba amanhã) a E3 2012 com muitos e bons jogos anunciados e demonstrados a milhões de gamers em todo o mundo.
Aqui fica a lista de jogos que eu penso que vão ser um sucesso no mundo dos videojogos no futuro:
Assassin's Creed 3
Situado em plena revolução americana, assumimos finalmente o controlo de uma nova personagem, Connor. Com gráficos melhorados e gameplay renovada, esperam-se grandes coisas deste jogo.
The last of us
Novo projeto da naughty dog dos criadores de uncharted.
Um jogo de survival, num cenário pós-apocalíptico que promete revolucionar a indústria e mostrar algo totalmente diferente de uncharted.
StarWars 1313
Um jogo que parece finalmente fazer jus ao nome que possui.
Third Person Shooter muito ao estilo de Uncharted.
Tomb Raider
Confirmou as elevadas expectativas lançadas na edição passada e voltou a mostrar toda uma nova face de Lara Croft.
Beyond: Two Souls
Provavelmente o jogo mais antecipado da E3. Depois do espetacular jogo que a Quantic Dream lançou é impossível não estar ansioso pelo que vamos obter deste novo jogo.
Splinter Cell: Blacklist
Um dos maiores sucessos da Ubisoft está de volta, renovado e com grande potencial.
God Of War: Ascension
Parece estar um pouco diferente dos jogos anteriores, mas temos de esperar por mais informações.
Watch Dogs
A surpresa da E3. Um jogo com gráficos soberbos com uma jogabilidade diferente que promete trazer-nos umas experiencia totalmente diferente mas espetacular.
E vocês que jogos é que vos estão a deixar água na boca?
David Cage é atualmente um dos produtores de jogos que mais
procura a inovação e atingir a experiência mais rica e definitiva no mundo dos
jogos. Isto foi o que nos foi prometido com o novo jogo da Quantic Dream que
depois de ter brilhado com Fahrenheit para a Playstation 2, estreia-se agora na
PS3 com Heavy Rain que prometia ser uma experiencia tão envolvente que nos iria
fazer sentir como se estivesses num filme jogável e no qual as nossas decisões
realmente fizessem a diferença. Terá isto sido conseguido ou terá este jogo
sido uma desilusão do inicio ao fim?
Heavy Rain é uma experiência sem igual no mundo dos videojogos,
cada vez mais dominado pelos shooters que pouco ou nada representam o mundo
real onde vivemos, Heavy Rain retrata todos os momentos que podemos atravessar
na nossa vida, desde a perda de alguém que amamos, à destruição de uma família
feliz ou até mesmo o vício das drogas, todos estes problemas são retratados em
Heavy Rain com o objetivo de nos fazer ligar aos acontecimentos retratados e de
nos fazer enriquecer depois desta experiência. Sendo o lema do jogo “Até onde
estás preparado a ir para salvar alguém que amas?”, é fácil perceber que
estamos perante um jogo capaz de testar a nossa própria personalidade e como
iriamos agir em situações de enormíssima tenção sabendo que o que decidirmos
irá afetar o desfecho das situações.
Em Heavy Rain assumimos o controlo de 4 personagens totalmente
diferentes e sem qualquer ligação entre si, embora as suas vidas sejam afetadas
de uma forma ou outra pelo Assassino do Origami, um assassino que afoga as suas
vítimas em água da chuva abandonando-as depois em descampados com uma figura de
origami na mão.
Ethan Mars
Ethan Mars é um arquiteto que começa por ter uma vida perfeita com a sua mulher
e o seus filhos, mas o que parecia ser uma família feliz para toda a vida foi
repentinamente destruída com a morte do filho mais velho atropelado num
acidente no qual Ethan é também atingido ficando 6 meses em coma.
O jogo avança 2 anos após o acidente fatídico, Ethan está já divorciado e
sente-se culpado pela morte do seu filho sendo assombrado por vários “blackouts”
sendo que num destes “blackouts”, o seu outro filho é raptado pelo assassino do
Origami que irá levar Ethan a realizar umas provas para conseguir descobrir
onde o seu filho está preso antes que seja tarde de mais.
Norman Jayden
Norman Jayden é um investigador do FBI que foi destacado para ajudar a polícia
local na investigação aos homicídios relacionado com o Assassino do Origami,
sendo a sua área de trabalho os perfis psicológicos. Norman possui uma
engenhoca bastante futurística chamada “ARI” que basicamente são uns óculos que
permitem aceder a pistas e ficheiros sobre o caso e também análise de cenas do
crime de forma quase imediata e sem esforço. No entanto Norman apresenta uma dependência
a uma substancia chamada de “tripto” sofrendo muitas vezes ataques quando não a
toma durante algum tempo.
Scott Shelby
Scott Shelby é um investigador privado contratado pelos pais das vítimas do
Assassino do Origami que conduz uma investigação aparte da polícia aos homicídios.
Shelby dedica-se a obter informação dos pais das vítimas tentando perceber os
motivos do Assassino.
Por último temos a jornalista Madison Paige que com um passado perturbado e
misterioso vive assombrado com pesadelos e insónias que a começam a levar a
loucura.
Madison Paige
Embora não tenham nada a ver uns com os outros as suas vidas acabam por se
cruzar devido ao Assassino do Origami.
O jogo começa de forma lenta, talvez demasiado lenta tendo em conta que a
duração total da história não chegará sequer às 10 horas, mas aceita-se pois
sendo os controlos diferentes do comum é necessário um período de habituação.
É também verdade que existem alguns “plot holes” mas nada que estrague a
experiencia.
O gameplay desde jogo, tal como disse, faz um uso pouco comum dos
controlos que parecem estranhos e pouco naturais inicialmente mas sem dúvida
que são simples.
Para realizarmos determinadas ações é nos pedido que manobremos o analógico
direito de determinado forma ou então para premir determinado botão e de determinada
forma, sendo clicando uma vezes, várias ou manter premido, consoante a ação que
estivermos a realizar ao mesmo tempo que utilizamos o R2 para nos movermos e
embora pareça demasiado mecânico adequa-se perfeitamente ao ritmo do jogo e
faz-nos sentir ainda mais a pressão de não poder falhar em determinados
momentos.
Sim, porque neste jogo ao contrário de todos os outros as personagens podem
morrer que a história continua deixando apenas de se poder jogar as sequências
com determinadas personagens.
O jogo oferece-nos também a possibilidade de ouvir os pensamentos das nossas
personagens, isto permite-nos não só aumentar a nossa ligação as personagens e também
identificarmo-nos melhor com estas mas também como forma de nos fazer perceber
o que é que devemos fazer a seguir.
As decisões que tomamos ao longo do jogo, bem como a forma como abordamos
determinadas situações e o sucesso ou insucesso das nossas ações levarão a um
final especifico querendo com isto dizer que existem vários finais possíveis,
21 para ser exato, todos eles com diferenças significativas que assim aumentam
o interesse em jogar mais que uma vez o jogo para ver o que acontece se tomarmos
decisões diferentes.
Os gráficos deste jogo são muito bons, a caracterização das
personagens é simplesmente fantásticas do melhor que já se viu nesta geração,
ambientes ricos e diversificados com uma beleza indescritível e a cereja no
topo do bolo é sem dúvida a chuva, ver as nossas personagens constantemente
encharcadas, com água a escorrer pelas suas faces e a encolherem-se com frio é
simplesmente maravilhoso dando ainda mais emoção ao jogo.
No entanto existem algumas animações que deixam algo a desejar desde os
estranhos movimentos de lábios, à roupa das personagens que parecem demasiado rígidas
em determinado momentos assim como a forma como estabelecem contacto com outros
objetos é também muito estranha e desajeitada. Mas isto perdoa-se sendo tudo o
resto tão bom.
A câmara pode também representar um problema muitas vezes pois como apenas temos
duas formas de ver a ação de frente para a personagem ou por trás da personagem
e por vezes a possibilidade de poder orientar a câmara à nossa vontade seria muito
bom.
O voice acting do jogo é muito bom e as vozes portugueses não
ficam em nada atrás das originais sendo inclusivamente, na minha opinião,
melhores do que as originais. Os atores que deram voz ao jogo souberem muito
bem captar a essência do jogo e também a personalidade das personagens.
A banda sonora do jogo é também espetacular a mudança repentina da musica a
correr durante a ação aumenta sem dúvida a espetacularidade, sabendo ser rápida
em momentos de alta tensão e calma em momentos mais calmos, adaptando-se assim
de forma bastante eficaz ao que é pedido pelo jogo deste gênero.
Concluindo, Heavy Rain é sem dúvida uma experiencia fantástica e
sem igual que redefine completamente a ideia de videojogo. Recomendo a todos os
que procuram algo diferente e também a todos que estão presos às dezenas de
shooters que estão constantemente a sair e que não representam nenhuma novidade
para o mundo dos videojogos. O jogo encontra-se totalmente em português e
embora possua alguma falhas a história é tão espetacular e fantástica que
quando olharem para trás e pensarem no jogo nem se quer se vão lembrar de tal
falhas.
Futebol… o desporto rei do nosso país e através do qual o nome de
Portugal tem sido bastante elevado com os recentes sucessos dos nossos clubes,
mas será que o nosso sucesso se refletiu diretamente na mais recente entrada da
franquia F IFA ou continuará o nosso país
a ser relegado em relações às outras potências do desporto?
Pois muito bem a resposta é um categórico SIM, não há qualquer
dúvida que mesmo depois dos grandes feitos durante a época 2010/11, a EA
continua a não aplicar o mesmo tipo de cuidado e detalhe nas equipas e
jogadores que recebem por exemplo os jogadores da liga espanhola. Algo que
continua a persistir em FIFA 12 é também a ausência dos estádios portugueses
que ao que parece continuam a não ser estádios importantes do futebol europeu.
Mas deixando de lado as
minhas críticas em relação ao tratamento da EA ao futebol português, vamos
avançar para as muitas inovações significativas que FIFA 12 sofreu na sua
jogabilidade. Comecemos então pela mais “gritante” nas primeiras abordagens ao
novo FIFA, a “Tactical Defense”. Com esta implementação a EA pretendia dar mais
realismo e maior controlo sobre os jogadores e é certo que isso verifica-se mas
ao mesmo tempo decidiram complicar de forma significativa algo que em tempos
era bastante simples. Agora para defender, temos várias opções não basta apenas
sprintar e clicar “X” para perseguir o jogador que tem a bola, agora temos de
utilizar o “L2” para nos posicionarmos corretamente, o “X2” para nos
aproximarmos do jogador e o “O” para no momento certo, e sublinho, no momento
certo recuperarmos a bola. O que é certo que vai acontecer recorrentemente é
que vão falhar constantemente o “timing” de corte e por isso dar a origens a
jogadas de jogadores isolados afrente do guarda-redes. No entanto quando se começarem
a habituar aos novos controlos, que ainda vai demorar algum tempo, é fácil
perceber o quão útil esta inovação da EA realmente é.
Ainda dentro do campo da jogabilidade em FIFA, há a registar a
implementação do novo sistema de impacto e do “Precision Dribbling”. O novo
sistema de impacto é uma excelente adição a FIFA pois traz uma nova
espetacularidade aos lances que não acontecia no passado, no entanto necessita
de alguns reparos pois não raramente acontecem situações caricatas e irreais. O
“Precision Dribbling” oferece-nos um maior controlo da bola, sendo muito mais
fácil a mudança de direção sem perder o controlo da bola. Esta implementação
ainda vem dificultar mais a habituação à “Tactical Defense” sendo mais fácil
evitar as entradas dos defesas.
Algo a que não posso deixar de fazer o reparo é a inteligência
artificial, sobretudo à dos nossos colegas de equipa que muitas vezes não
procuram dar linhas de passe e ficam parados, chegando mesmo ao ponto de muitas
vezes se “esconderem” atrás dos defesas. Também os árbitros necessitam de algum
trabalho pois existem situações em que as suas decisões, sobretudo em relação à
mostragem de cartões, não seguem as regras da FIFA.
FIFA 12, assim como os seus antecessores não falha no que diz
respeito a capacidade de oferecer diferentes modos de jogos capazes de nos
manterem a jogar. Comecemos então pelos modos de jogo offline. Estes são os
mesmos de FIFA 11, temos o Modo Carreira ou então podemos simplesmente disputar
uma liga ou taça fora do modo carreira ou até mesmo criar o vosso próprio
torneio.
Modo carreira
O modo carreira sofreu algumas mudanças, mas nada de muito radical. Agora temos
a possibilidade de jogar como treinador, controlando a equipa toda, como
jogador, fazendo jogos da mesma forma que o modo jogue como profissional, ou
então uma mistura dos dois durante 15 épocas. Outras adições ao modo carreira
são o aparecimento da academia de jovens, que permite utilizar olheiros para
procurarem pelo mundo futuros talentos que vão sendo desenvolvidos no teu clube
e também a possibilidade de interagir com os jogadores, embora seja muito
reduzida e sobre a qual não temos qualquer controlo.
Tal como no FIFA 11 voltamos a poder jogar controlando o guarda redes embora na
minha opinião a não ser em condições especiais é um aborrecimento muito grande
pois somos capazes de passar jogos inteiros só com uma ou duas defesas.
Embora estes modos sejam interessantes é sobretudo os modos multiplayer
que oferecem ao jogo horas e horas de prazer e entretenimento.
Football Club é a maior adição em termos de modos de jogo de FIFA 12, com ele
podemos saber noticias dos nossos amigos, desde resultados aos pontos de
experiência que possuem, oferece-nos também a possibilidade de completar
desafios inspirados na atualidade futebolística. Existe também algo denominado
de “Apoia o teu clube” que consiste basicamente em atribuir os pontos que
conseguires a jogar FIFA ao teu clube com o objetivo de perceber quem no final
acabará em primeiro.
Ultimate Team
O modo “Ultimate Team” aparece pela primeira vez incluído no jogo
e embora este nos permita jogar tanto online como offline é absolutamente
necessário estarem ligados aos servidores EA para poderem utiliza-lo. Este modo
é uma espécie de jogo de carta onde compras um pacote que te traz determinados
jogadores e equipamentos entre outras coisas, depois vão fazendo jogos com a
vossa equipa para conseguirem moedas que depois irão servir para comprar mais e
melhores pacotes. Podem tambem adquirir novas “cartas” através de leilões ou
troca de jogadores. No entanto acho este modo demasiado complexo para aqueles
que apenas querem entrar logo em campo e começar a jogar.
Online
Para aqueles que não querem complicações e pretendem apenas fazer
jogos online existe o novo modo online que consiste em épocas de 10 jogos,
havendo várias divisões sendo o objetivo chegar a 1º divisão, para tal tem de
conseguir determinado numero de pontos para conseguirem subir de divisão ou
então no mínimo assegurar a permanência. Existe um modo semelhante a este mas
especialmente para aqueles que querem jogar com amigos online.
Os modos clubes profissionais e salas de espera voltam a marcar presença assim
como a habitual presença do FIFA INTERACTIVE WORLD CUP.
Foi também implementado um centro de criação que nos permite criar
não só jogadores como já era possível anteriormente mas também equipas e
torneios e para além disso podemos fazer o download de jogadores, equipas e
torneios criado por outros jogadores FIFA. Infelizmente apenas temos direito a
um download tendo de comprar para poderem fazer mais downloads o que é
simplesmente lamentável visto que se trata de conteúdo feito pelos jogadores e
não pela EA.
FIFA 12 mesmo sendo o melhor jogo de futebol que existe continua a
não possuir um online condizente com a sua qualidade, muito por culpa da EA que
após vários anos de queixas dos seus fieis utilizadores continuam sem fazer
nada acerca das constantes desconexões que nos impedem de retirar o máximo da
nossa experiencia e isso é uma vergonha para um companhia tão consagrada como é
a EA.
Em relação aos gráficos não há nada a dizer alguns detalhes foram
melhorados mas no cômputo geral continuam semelhantes ao gráficos de FIFA 11.
A Banda sonora continua marcada por musicas internacionais de
bandas não muito conhecidas mas que se adequam de forma muito boa ao tipo de
jogo.
Os comentadores Hélder Conduto e David Carvalho voltam a marcar presença em
FIFA 12 e embora com algumas falhas estão mais completos e mais diversificados.
Concluindo, tenho a dizer que FIFA 12 é sem dúvida o melhor
simulador de futebol disponivel e a partir do momento em que são fãs de futebol
torna-se quase obrigatório adquirir este jogo. No entanto existem muitos pontos
para serem repensados pela EA a começar pelos servidores EA e também por dar
mais importância a Portugal nos seus jogos pois afinal, nós temos o melhor
treinador do mundo e um dos melhores jogadores do mundo.
Som – 9/10 – Banda Sonora muito boa.
Gráficos – 8/10 – Não apresentam qualquer melhoria.
Longevidade – 10/10 – Vários modos de jogos, mas pode ficar um pouco comprometida
sem uma boa ligação à internet.
Jogabilidade – 9/10 – Eficaz mas um pouco complicada.
Nota Final – 9/10 – Melhor jogo de futebol disponível.